Jukebox

Você já parou pra pensar como a música é parte fundamental de nossas vidas? Ela está em todo lugar, seja no alto-falante da loja de departamentos que passamos a caminho do trabalho, na apresentação do artista de rua ou no fone de ouvido que nos afasta do barulho da cidade. Em muitos casos, escolhemos onde, o quê e como queremos ouvir. Em outros, a música está presente independente da nossa vontade – o importante é que ela está lá.

Os novos negócios digitais tornam a presença da música ainda mais evidente: dos games do tipo Guitar Hero, que criam uma experiência mais participativa para o consumo musical, a serviços de streaming que oferecem grande quantidade de faixas armazenadas na nuvem, todas ao gosto do ouvinte. Isso sem falar da avalanche de novas músicas e bandas surgindo a todo momento.

Vivemos numa época crucial para o futuro da música – é claro que ela continuará existindo, a despeito de discursos mais apocalípticos. Estamos assistindo e participando da reformulação de uma série de práticas comerciais em torno desse bem cultural tão valioso. As fórmulas empregadas pela indústria fonográfica até o início dos anos 2000 eram viáveis dentro do contexto econômico e tecnológico do período. A popularização dos formatos de áudio digital e das redes de compartilhamento pode ter criado um problema para o sistema vigente, mas ao mesmo tempo, catalisou inovações dentro do novo contexto para contornar as dificuldades. E são esses empreendimentos, dialogando com o cenário atual, que garantirão a sobrevivência da música.

Ainda não há um modelo de negócios do tipo ideal e único, como outrora. A questão é que talvez ele nem precise existir. Hoje, vemos algumas tendências que confirmam isso. Produtos e serviços são oferecidos de maneira cada vez mais personalizada, de acordo com as demandas e preferências dos consumidores. Basta ver os diversos planos de contratação dos serviços de streaming, por exemplo. Os percursos das bandas independentes também são outro indício dos diversos novos modelos de negócio. Diferentes nichos e contextos pedem diferentes estratégias para promover da maneira mais eficiente possível a distribuição da música, de modo que ela chegue ao público certo da melhor forma possível.

Só isso já deixa claro que a música está mais viva do que nunca. E a tendência é que ela faça parte do nosso cotidiano de forma ainda mais intensa com as novas tecnologias digitais.

Foto: Teh Jukebox, por mxcl, CC BY-SA 2.0