Reportagem do jornal O Globo desta sexta-feira (27/04) mostra como tem crescido a atuação de grandes companhias no mercado da música. Com o encolhimento da área de ação das gravadoras, empresas como Natura, Oi, Vivo, Petrobras e Itaú estão investindo na área com regularidade — com ou sem mecanismos de isenção fiscal, fora da indústria fonográfica ou em parceria com ela.

O modelo inclui discos de estreantes e consagrados, turnês, festivais e projetos baseados em pesquisa. CDs de artistas como Tom Zé e Tulipa Ruiz, festivais como No Ar Coquetel Molotov e o Música Pra Todo Mundo, além da turnê comemorativa dos 50 anos de carreira de Milton Nascimento estão presentes na carteira de patrocínio das empresas para 2012.

Companhia responsável pelo “Sambabook”, a Musickeria é fruto exatamente desse modelo de financiamento da música. Misto de produtora, agência de conteúdo e selo musical, a companhia foca na criação de produtos artísticos para atrair patrocinadores. “É um negócio voltado para o estabelecimento de parcerias com patrocinadores, mais do que para a venda de produtos físicos, que é como se estruturaram as gravadoras”, explica Luiz Calainho, sócio da Musickeria, ao lado de Afonso Carvalho e Sérgio Baeta.

“A venda é importante, mas nosso negócio não está ancorado aí. O mercado encolheu, as gravadoras se veem limitadas na hora de investir, e a conta não fecha mais no antigo modelo. Somos uma plataforma para empresas que buscam posicionar suas marcas se vinculando à cultura, a produtos artísticos de qualidade”, completa.

A reportagem completa pode ser lida aqui.

*Com informações do jornal O Globo

Fonte: Cultura e Mercado